Paola
Bracho é sem dúvida, uma das
mais icônicas vilãs das telenovelas. Irônica, sensual e engraçada são
algumas
das características que descrevem esse fantástico personagem,
interpretado pela
atriz venezuelana, Gaby Spanic. A personagem da telenovela A
Usurpadora, ganhou
um fim trágico no desfecho da trama. Paola morre no hospital, após
sofrer um
acidente de carro e ficar gravemente ferida. Porém, será mesmo que essa
vilã
merecia um final tão trágico?!
Novelas
mexicanas têm uma característica
extremamente marcante, que é o ‘grau de maldade’ de
seus vilões. Dentre tantos
exemplos, o mais clássico a citar é a histérica Soraya Montenegro
(Maria do
Bairro), personagem que assassinou e até torturou psicologicamente
alguns
personagens da trama protagonizada por Thalía. Comparando Paola a
tantas outras
vilãs mexicanas e também brasileiras, como Flora (A Favorita) e Nazaré
Tedesco
(Senhora do Destino), será mesmo que Paola merecia um final tão
trágico?!
Analisando o perfil da protagonista de A Usurpadora e irmã gêmea da
vilã,
Paulina Martins, percebe-se que a morte de Paola foi destinada a trazer
a união
de Paulina e Carlos Daniel. Jamais Paulina aceitaria se casar com
Carlos
Daniel, mesmo que Paola preferisse sair da mansão Bracho com algum de
seus
amantes.
Paola não amava Carlos Daniel; apenas permaneceu na mansão do
ex-marido para poder ficar com o dinheiro que lhe pertencia por ser
esposa dele
e, claro, para se vingar um pouco da família Bracho. Paola
morreu para Paulina poder se
casar com Carlos Daniel, pois não havia motivos para a personagem ter
um final
tão triste e dramático. É claro que Paola fez suas maldades e merecia
pagar por
elas mas, como a novela tentou abordar, Paola corria o risco de ficar
paraplégica de verdade entretanto, se isso acontecesse, Paulina se
negaria a
ficar com Carlos Daniel e se dedicaria a cuidar da irmã, como ela já
pretendia
fazer antes de saber que a doença de Paola era uma farsa. Enfim,
Paulina nunca
ficaria com Carlos Daniel, estando Paola viva, restou aos autores da
novela,
Inés Rodena e Carlos Romero, matar a personagem.
